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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

O TEJO, AO ENTARDECER...

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

o Tejo de águas paradas, alheadas

barcos que, em ondas de espuma

deixam sulcos ao passar

a Ponte grandiosa, imponente

e o Cristo a abençoar.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

ao entardecer

quando o sol, suavemente,

desfaz o terno abraço às águas

e, já no poente, ainda raiado em fogo,

lhes promete voltar de novo.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

o Tejo de águas mornas, em deleite,

na cumplicidade de um amor aceite.

Seus riscos de espumas lembram lenços brancos

acenando ao seu amor

e o sol no horizonte parece guardar-lhes o rubor.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

tonalidades de azul em calmaria branda,

o imenso do céu nas águas a esopelhar-se

manto sereno onde o meu pensamento

parece alhear-se...

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

e sinto vagamente que o invejo.

Gostava de ser assim amada pelo sol,

beijada pelo luar,

desejada pela imensidão do mar.

Ter a sua profundeza

nela esconder os meus sonhos, a minha tristeza.

Inconsciente do tempo e do espaço

poder abarcar o infinito num abraço.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

ao entardecer,

na hora das cálidas saudades

em que o dia e a noite, em amena comunhão,

tornam mais amarga e triste

a minha solidão.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo...

 


publicado por brizissima às 18:01

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2 comentários:
De A. João Soares a 15 de Agosto de 2007 às 07:50
Poema a puxar para a reflexão, sem a alegria das gaivotas nem os apitos das sirenes a abrir caminho no tráfego fluvial. Olhar de velho do Restelo a lamentar a ambição de fama dos navegadores? Ou saudade do mar do nauta que está no intervalo de duas viagens? O entardecer esconde estas dúvidas, os sonhos e as lembranças de momentos melhores.
Parabéns por esta sua actividade que está a transformar o blog numa estante recheada com as suas preciosidades.
Abraço


De brizissima a 24 de Agosto de 2007 às 18:20
Aqui vai nova tentativa de resposta para treino.


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