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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

PRESÉPIO AO VIVO

Natal de 2009

Reúnem-se políticos e figuras públicas numa tentativa de alegrar um pouco os portugueses alienando-os das realidades do País.

O espaço escolhido foi o Campo Pequeno, o mais semelhante à Assembleia da República, onde de discutem e decidem algumas das grandes boas e más ideias que nos têm regido e onde há touradas  e grandes pegas.

Existe um espírito de paz e amor para a elaboração de um Presépio vivo, constituído por políticos e caras conhecidas.

A tarefa não é fácil e até de alto risco, dadas as divergências entre os vários intervenientes no processo.

No entanto, persiste um factor que ajuda a efectivação deste evento, único no mundo e algo original: todos estão empenhados nesta missão e, só assim, algumas ideias e consensos são conseguidos.

Por associação a Belém, local do nascimento do Menino Jesus, a escolha de Maria recaiu sobre Maria Cavaco Silva e, por arrasto, o Anibal para a figura de José.

Já para a personagem do Menino o problema se complicou. Não era fácil arranjar alguém com o perfil desejado e com a inocência que era exigida.

Alteram-se as vozes, há mesmo gritaria e cenas pouco edificantes mas, surge Victor Constâncio, com aquele seu ar de menino de coro bem comportado e, como figura respeitada e intocável, lembra que a escolha merece ponderação, uma vez que se trata de um personagem de realce e relevo, no fundo trata-se da figura principal do Presépio. Segundo ele, só José Sócrates poderia igualar-se ao Menino salvador do mundo.

É altura de todo o mundo presente ficar estupefacto mas, na realidade, ninguém foi capaz de contestar, uma vez que não se encontrava alternativa melhor.

A ideia de adormecer Sócrates nas palhinhas por uns dias até mereceu alguns aplausos. Bafejado pelo burro (escolhido Mário Lino) e embalado pelo mugir balofo da vaca (escolhida Odete Santos) a época natalícia seria até mais sossegada.

Apesar destas escolhas não terem sido pacíficas, o pior estava ainda para vir. Onde colocar o Presépio?

Havia um consenso geral de que os tempos eram de insegurança e era necessário encontrar um local, não muito longe do deserto (Maria e José já iam cansados) mas, o espaço do Palácio  com o mesmo nome não foi autorizado uma vez que os animais acompanhantes da Sagrada Família sujariam os jardins.

Ouviu-se então a voz de Mário Lino, o político mais relacionado com o deserto de Portugal, que, um pouco a medo, relembrou ALCOCHETE.

Ouviram-se alguns risinhos de troça mas, o Ministro da Defesa prontificou-se de imediato a enviar para lá tropas especiais para desactivação de quaisquer engenhos e limpeza do caminho.

O local parecia seguro e até teria a bênção da Sagrada Família para o futuro aeroporto, uma vez que seria o local do nascimento do Salvador.

Foi  a vez de Jerónimo de Sousa se levantar e berrar: JAMAIS: a cabana deve ser instalada no recinto da Festa do Avante. É aí que todos os anos renasce a Esperança. O Menino é povo e entre o povo deve nascer. Estará em segurança pois tudo faremos para que nenhum comunista coma o menino.

Esta proposta porém não é levada a sério, nem aceite e a Ministra da Saú de vem lembrar que a permanência do Menino no meio da multidão não seria aconselhável com a gripe A a aumentar no País.

É  então que o Ministro das Obras Públicas e Transportes põe fim ao triste espectáculo a que se assiste no Campo Pequeno, quando se ouve a voz da Mariza a berrar “OH GENTE DA MINHA TERRA, AGORA É QUE EU PERCEBI…”.

Todos perceberam então que a melhor opção para o Presépio era mesmo Alcochete.

Faltava ainda escolher os três Reis Magos. Mas não foi difícil.

Para o Rei Mago negro todos alvitraram de imediato António Costa.

Para o 2º Rei Mago foi sugerido Teixeira dos Santos ( quem mais teria condições para disponibilizar verbas para uma prenda de jeito ao Menino?) Foi decidido que ele ofereceria um computador Magalhães.

Quanto ao 3º Rei Mago, procurou-se alguém amigo do Menino que pudesse oferecer algo que Ele gostasse e também pudesse ser transportado  num pequeno pacote onde as cassetes de escutas coubessem sem dar nas vistas.  Ninguém estaria em melhores condições do que Armando Vara, ainda solto por aí e com disponibilidade de tempo para isso. E assim se completou o trio maravilhas.

Faltava ainda a figura do Anjo Anunciador da Boa Nova e para tal foi por unanimidade escolhido Manuel Alegre, poeta e cantor de poesia natalícia.

Entretanto algumas figuras públicas começaram a ficar nervosas pela falta de participação neste processo e levantaram as vozes: António Vitorino lembrava que o problema deveria ser posto em entrevista na RTP1. Já Fátima Campos Ferreira invocava que só o programa Prós e Contras poderia resolver o problema num âmbito mais global e até Miguel Sousa Tavares lembrava que era o comentador da estação com maior audiência na Televisão e que também tinha uma palavra a dizer. Quanto a Medina Carreira, com o seu olho meio fechado e a sua boca completamente aberta, reclamava que com estas personagens já tão conhecidas e viciadas nunca se conseguiria fazer um Presépio de jeito. Era preciso escolher outra gente para salvar o Natal.

Enfim,  como se calculava a tarefa não era fácil e ainda se procurou Marcelo Rebelo de Sousa com as suas escolhas.  Mas este já nada podia ou queria fazer, limitando-se a dar nota 12 ao processo em curso e mostrar dois livros com os títulos de “Portugal bagunçado” e “Tirem-me daqui” de autores não conhecidos.

O Presépio acabou por passar nesta espécie de assembleia com os votos da maioria dos presentes mas, com a condição de, no próximo ano a repetir-se o evento ser feito um referendo ao povo português.

Quem sabe não se encontraria outra Maria, outro José, outro Menino Jesus, outros Reis Magos?

Quanto aos animais, até nem seria grande problema pois os burros não estão em vias de extinção aqui em Portugal e as vacas continuarão a dar de mamar aos vários pulhas do nosso País, portanto, continuará a haver vacas e infelizmente continuará a haver pulhas.

 


publicado por brizissima às 19:58

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