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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013

POETA

POETA

Poeta, pobre louca

Porque jorra poesia a tua boca?

Porque te embebedas de azul

Se o mundo que te rodeia é de negrume?

Porque insistes em plantar flores

Em terra de mau estrume?

Porque soltas gargalhadas loucas

Quando bebes lágrimas?

Porque teimas em cantar o sol

Quando o encobre a bruma?

As tuas palavras esquecem, desaparecem,

Como na areia ondas de espuma.

Não vês o mundo que te rodeia...

Quem pára neste frenesim p'ra te escutar?

Não existe mais tempo para amar...

A tua poesia é pura fantasia.

Alguns encolhem os ombros, ou sorriem,

Outros ainda querem entendê-la

Mas acham-na complicada, individualista, fechada..

E só tu, em ânsias de absoluto         

Da realidade esquecida,

Lhe dás sentido, guarida.

Insistes em transformar rios de suor

Em mares de fortuna,

A lama pardacenta em terra arável.

Cantas o sol, a lua, as estrelas,

Quando tantos passam já sem vê-las...

Falas da ramaria, da brisa ondulante,

De pássaros azuis, da liberdade.

Cantas o amor

Cantas a saudade...

 

 

Mas ninguém te ouve!

Olha os rostos que passam a teu lado!

Cada olhar triste esconde um fado,

Aquele sorriso amargo alberga desejos, pecado.

O mundo gira em ritmo louco,

Ninguém mais ouve o bater do coração.

O ombro que cruza com o teu é inimigo, não um irmão.

E tu, poeta, vais cantando em vão...

Mas não desistas, quem sabe!

Talvez um dia alguém pare para te escutar,

Recolha nos teus versos sementes p'ra plantar,

Sinta no teu canto algo de seu

Algo que tu encontraste e até agora ninguém entende.

Pelos teus olhos descubra

A beleza que encontras no teu mundo

E se isso acontecer, poeta,

Já valeu a pena o desdém de muitos,

O silêncio de alguns.

Cumpriste a tua missão de dar à vida

O verdadeiro sentido da ilusão.

Afastaste a morte, acendeste estrelas,

Emudeceste gritos

E rasgaste com a força dos teus versos

Calados e mudos universos.

Podes continuar, poeta,

A espreitar o infinito

Pela tua janela aberta!

 


publicado por brizissima às 15:58

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SEMPRE

SEMPRE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sempre suspensa a costurar os dias

Na maciez de sentimentos vagos

Embalo num vaivém as fantasias

Arrebatando em vão os meus afagos

 

Melopeia roçagando o desgosto

Na desmesura de horas plasmadas

Em que bebo o vinho e colho o mosto

Nas lágrimas em queda derramadas

 

Sempre este fragor de tempestade

Incoerências d’olvido e de verdade

Em desejo febril de sobressalto

 

Sempre esta ânsia louca de aventura

Arrepio pressentindo na fissura

A ambição para subir mais alto

 


publicado por brizissima às 15:55

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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013

POEMA DE SANGUE

 

 

 

 

É o poema deslizando em minhas veias

Sangue vermelho bombeando seguro

Tantos sonhos e emoções alheias

Ritmo certo resguardando o futuro

 

Circulação gritante no silêncio ausente

Força telúrica impulsionando o jorro

De cada veia, agigantando a corrente

Dos instantes insanos aonde eu corro

 

Sangue vermelho escrevendo o poema

Sempre fiel tingindo a minha pena

Borbulhando na minha alma inquieta

 

Sangue vermelho de rosa com espinhos

Esgarçando fermente os desalinhos

Paixão ensanguentada de poeta

 

 

 

 


publicado por brizissima às 18:29

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