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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

REFÚGIO

 

 

QUANTAS VEZES ME APETECE

EM RASGOS DE REBELDIA

FUGIR E ENTÃO ESTREMECE

O MEU PEITO EM OUSADIA

 

FICO ALHEADA DE TUDO

NO MEU SILÊNCIO DE BÚZIO

E DESÇO FUNDO, BEM FUNDO,

PRA ENCONTRAR MEU REFÚGIO

 

É UMA ROCHA CAVADA

DECORADA COM CRISTAIS

ENTRO NELA DESLUMBRADA

NÃO QUERO SAIR JAMAIS

 

AÍ ME PERCO E ME ENCONTRO

ME CRITICO E ME ENALTEÇO

E AS FORÇAS COM QUE ME AFRONTO

SÃO TAMBÉM ELAS MEU BERÇO

 

PERCORRO ESTE MEU PALÁCIO

VESTIDA DE RENDA E ESPUMA

PREPARO O MEU EPITÁFIO

FEITO DE COISA NENHUMA

 

NESTE MUNDO IGNOTO E BELO

APENAS EU TENHO ACESSO

SOU CASTELÃ NO CASTELO

QUE É TODO O MEU UNIVERSO

 

E HÁ FESTINS DE POESIA

NOITE ADENTRO, NUM LIRISMO

ENTRE O CHEIRO A MARESIA

E PEDAÇOS DE EROTISMO

 

 


publicado por brizissima às 22:04

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Terça-feira, 19 de Maio de 2009

MÃOS

 

 

 

MÃOS QUE FALAM COM VOZ MUDA

EM CARÍCIAS SEMEADAS

MÃOS QUE APERTAM A DESGRAÇA

DÃO UM NÓ QUE NÃO ENLAÇA

E SE CRISPAM DESESPERADAS

 

MÃOS ABERTAS PARA O MUNDO

CLAMANDO PAZ, LIBERDADE,

MÃOS CRUZANDO UM XAILE NEGRO

EM FADOS ONDE O SEGREDO

SE ESCONDE EM TONS DE SAUDADE

 

MÃOS QUE AMPARAM LÁGRIMAS

NO SEU CAIR DESOLADO

MÃOS DE TERNURA QUE DANÇAM

PARAM E DEPOIS DESCANSAM

EM GESTOS NUM CORPO AMADO

 

MÃOS DESENHANDO PALAVRAS

NA LOUCURA DOS POETAS

EM AVALANCHES DE AMOR

DESVENDAM NUM DESPUDOR

TANTAS URGÊNCIAS SECRETAS

 

MÃOS DE VELUDO, DE SEDA,

MÃOS DE FERRO, DE PUNHAIS

RITOS DE FOGO NOS DEDOS

MÃOS QUE ACOLHEM OS MEDOS

MATANDO O SONHO, IDEAIS

 

MÃOS QUE SE JUNTAM REZANDO

MÃOS DOCES, ABENÇOADAS,

MÃOS COM ESPINHOS E COM ROSAS

MÃOS SEGURAS MÃOS NERVOSAS

MÃOS SUJAS, LIMPAS, SUADAS

 

MÃOS DE ADEUS, DESESPERO

MÃOS DE CHEGADA, ALEGRIA

MÃOS QUE SONHAM O DESTINO

ESCREVEM AMOR COMO UM HINO

NUM CÂNTICO À POESIA

 


publicado por brizissima às 10:32

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Sábado, 16 de Maio de 2009

PLENAMENTE

 

 

 

SERÁ MINHA A VOZ QUE CANTA PELO MUNDO?

SERÁ MEU ESTE VERSO QUE ESVOAÇA?

SERÁ MINHA ESTA DOR QUE CALO FUNDO

E ATREVIDA BATE AS ASAS COMO A GARÇA?

 

SERÁ MEU ESTE QUERER E NÃO TEMER?

SERÁ MINHA ESTA ÂNSIA DE SER VIDA?

POESIA A JORRAR SEM EU QUERER

DO MAIS RECÔNDITO A SARAR A FERIDA

 

QUE SEI DE MIM? TÃO POUCO, QUASE NADA,

INTERROGO-ME ASSIM, ANGUSTIADA,

CONSUMIDA EM RESPOSTAS QUE NÃO DEI

 

SEI APENAS QUE CADA MOMENTO PASSA

VELOZ, PLENO DE AMOR, VIVIDO EM GRAÇA

E QUE A TODOS PLENAMENTE ME ENTREGUEI


publicado por brizissima às 23:48

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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

EU POETA ME CONFESSO

 

COM SONETOS ME LEVANTO

BEM CEDO PELA MANHÃ

INDA TONTA DE QUEBRANTO

JÁ SOU POETA LOUÇÃ

 

COM A LIRA LAVO OS DENTES

PONHO RIMA NOS CABELOS

OS VERSOS BROTAM CONTENES

DA TORNEIRA, É SÓ COLHÊ-LOS

 

O PÃO COM MEL É BARRADO

EM MISTURA DE POESIA

CAFÉ COM LEITE PINGADO

TEM AMOR E FANTASIA

 

HÁ QUADRAS NOS MEUS SAPATOS

E QUINTILHAS NOS VESTIDOS

ANDO PRA CÁ E PRA LÁ

DE PENSAMENTOS PERDIDOS

 

EM VEZ DE PEGAR NAS CHAVES

QUANDO VOU SAIR DE CASA

NUM DOCE BAILAR DE AVES

LEVO FLORES EM CADA ASA

 

ENTRO ENTÃO NO AUTOCARRO

E PUXO DA MINHA LIRA

NA MULTIDÃO NÃO REPARO

ESTOU SÓ NUM MUNDO QUE GIRA

 

QUANDO ENTRA O REVISOR

OLHO PRA ELE: É CAMÕES

E SE MOSTRO O MEU BILHETE

JÁ ESTOU EM DIVAGAÇÕES

 

EM MÉTRICA EU ME MANTENHO

TODO O DIA A VERSEJAR

MEU CORPO NÃO TEM TAMANHO

É UM POEMA A ANDAR

 

E O DIA PASSA A CORRER

EM MARCHA PARNASIANA

JÁ NADA PODE CONTER

A MINHA AVENTURA INSANA

 

POR MUSAS SOU ESCOLTADA

NUM DEAMBULAR DE EMOÇÕES

MINHA SINA ESTÁ TRAÇADA

A MENTE EM CONTRADIÇÕES

 

CONTO SÍLABAS, DIVAGO,

EM RIMA ME ACONTEÇO

NO PEITO UM POEMA AFAGO

O MEU TEMPO NÃO TEM PREÇO

 

E ESTA DOCE SIMBIOSE

É TUDO O QUE À VIDA PEÇO

QUE VENHA A OSTEOPOROSE

EU, POETA, ME CONFESSO


publicado por brizissima às 21:42

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