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Domingo, 23 de Setembro de 2007

O P.D.I. com hu(A)mor

Alguém disse e muito bem

que quando se envelhece

há três coisas que convém

manter e, nunca se esquece:

 

os óculos para enxergar

dentadura pra comer

e, para o céu alcançar,

uma Bíblia pra se ler

 

Digam lá que a velhice

também não tem seus encantos?

Todos querem lá chegar

mesmo que com alguns prantos

 

Não sei de quem foi a ideia

de pôr rótulo à idade

primeira, segunda, terceira,

até parece maldade

 

É certo que vai doendo

aqui, ali, acolá,

mas, mesmo com ais gemendo,

se pode ficar por cá

 

Já não tem a mesma graça

já não é tão divertido

há sempre um mal que embaraça

o tempo é menos comprido

 

A comida faz azia

dorme-se menos e mal

o prazer faz alergia

sorrir de quê, afinal?

 

Para se atar o sapato

a perna tem que torcer

a barriga sai do fato

já nada há a fazer

 

No entanto, a vida é bela,

mesmo que de entorses cheia

cada um governe a sua

e não perturbe a alheia

 

E assim cantando e rindo,

levados, levados, sim...

vamos todos resistindo

eu cá,  só falo por mim...

 

 

 

 


publicado por brizissima às 19:35

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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

POEMA DE OUTONO

 

O OUTONO chegou

que lindo dia!

 

Vem, amor,

vem passear comigo pela rua,

que bom vai ser

sentir a minha mão na tua.

 

Olharemos o céu

com o mesmo olhar extasiado,

que bom vai ser

pisar as folhas a teu lado.

 

Ouvir o pássaro cantar

por sobre o ramo despido

e o sussurrar do teu amor

no meu ouvido.

 

Gente irá passando

alheada junto a nós,

que bom vai ser

sentir o mundo

e estarmos sós.

 

Num banco de jardim

soprado por fresca brisa

falar-te-ei de mim

serei poetisa.

 

Mas, se a brisa soprar

mais fresca e mais agreste,

irei buscar

o xaile que me deste.

 

E o brilho do nosso olhar

que em ternura se reflecte

será poesia, canção,

magia que se repete.

 


publicado por brizissima às 00:38

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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

OUTONO

Chegas amanhã, Outono, e como eu te esperei...

Setembro vai caminhando já com sinais de cansaço, desmaiando aqui e ali em cores que o sol não domina nem protege.

A brisa vai soprando já com prenúncios de mudança. Sopra mais ligeira, mais atrevida. Sem o peso de canículas e chuvas de Verão. Agita uma folhagem perdida no alvoroço do seu destino, sem tréguas e sem esperança, caíndo em solo alheado.

Sinfonia triste de uma balada todos os anos repetida.

Doce aquietar de sonhos vividos em partilha aceite e consumada.

Tempo de vindimas. Os bagos inchados de seiva de ternura e temperados de alegria apetecida. Uma apoteose de néctares e cantigas, risos e danças.

Outono...

O recomeço das aulas.

Batas vestindo risos, moldando emoções. Bandos de criançadas. Pássaros chilreando em algazarra colorida. Alguns saídos de ninhos acolchoados de amor para um primeiro voo, numa aventura que ainda amedronta mas excita.

Reencontro de amigos. Mistura ruidosa de jeans e abraços. Um reviver de momentos passados na partilha de gargalhadas e soluços. O relato de férias férteis em sol e lazer.

Outono...

O cheiro das castanhas assadas. Quentura estaladiça entre mãos que se tisnam de cinza escaldante.

E a brisa fresca empurrando fumos de assadura, perdidos depois em ruído e poeira.

Choram já as folhas pisadas em gemidos, sem eco na indiferença da multidão em faina apressada.

O sol com um brilhar mais cálido e suave, perdendo-se em acenos rubros e silenciosos lá bem nos confins do horizonte...

Como te esperei, Outono, para uma vez mais te celebrar em veleidades de poeta.

E amanhã, só amanhã poderás ler o meu poema.

 

 

 


publicado por brizissima às 11:41

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

DAWN - ALVORADA

 

 

 

Hoje disseram-me

que o meu olhar tinha um brilho especial.

Talvez!.

Cada beijo teu

orvalhou na minha pele

e amanheci coberta de frutos.

Meu corpo -pomar

conservou o odor sensual

da maçã proibida

e, fui pela manhã,

a Eva dos teus paraísos


publicado por brizissima às 16:45

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DEUS É MULHER

 

Deus construiu o mundo, deu-lhe forma

fez montanhas, o mar, o infinito,

depois de tudo pronto fez a norma:

"Que a mulher gere o homem" ficou escrito

 

Após ter feito o homem igual a si

Ele criou a mulher pra o completar

paradoxo que nunca compreendi

e jamais alguém ousou explicar

 

Se Deus é homem, força, se é poder,

porquê a mulher mais perfeita conceber

agraciando-a com a maternidade?

 

Deus tem de ser mulher! Quem mais podia

criar amor, beleza e harmonia

e ser a mãe de toda a humanidade?

 

 


publicado por brizissima às 16:38

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Domingo, 16 de Setembro de 2007

SOBREVIVÊNCIA

 

Apenas sobrevivi porque te inventei...

Inventei-te nas marés de desejo que invadem repetitivas a minha praia de areias ansiosas.

Inventei-te na dança das gaivotas emprenhando as vagas.

Inventei-te, amor, no tecer das algas, no mar com búzios, desenhando sombras pela espuma, em patético apelo à vida.

Inventei-te no côncavo das conchas, onde procurei a humidade dos teus beijos; nas estrelas do mar, com que formei um lençol, para sofrer no teu corpo a agonia do amor.

Inventei-te para me abandonar no meu castelo de sílica, deixando que as minhas lágrimas, misturadas com as ondas, fossem o dilúvio e exilei-me então no meu vazio, no meu mar de corais e rebeldias (a minha simbiose dos silêncios).

Inventei-te para me surpreender de novo

na erosiva procura de ti.


publicado por brizissima às 21:58

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O MEU ROSÁRIO

As contas do meu rosário são poemas

que ofereço em oração quando estou triste

memórias enfeitadas, diademas,

com que corôo esta fé que me assiste

 

Rezo a um Deus só meu e que preservo

de olhares incautos, pérfida malícia

recolho-me serena e assim conservo

em pleno Sua graça, qual carícia

 

Um a um vão meus poemas deslizando

por minhas puras mãos, acariciando,

meu rosário de amor e de marfim

 

Em patético terço os meus pecados

vão compondo a letra dos meus fados

findam em qualquer Cristo que há em mim.


publicado por brizissima às 21:45

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TARDE DE MAIS

 

Respirarás meus sopros de serpente

astros interrogando em desespero

e a gravitar com sonhos de demente

alucinarás na luz do sete-estrelo

 

Inventarás metáforas de loucura

cumplicidade de ventos e fogo

entrincheirado em formas de amargura

incendiarás em raivas teu malogro

 

Acabarás descobrindo em memórias

noites de paixão, no ardor de beijos,

relembrarás no corpo ódios e glórias

resvalando nas margens de desejos

 

Quando, por fim, esgotado em espanto

atento me olhares, serpente que voa,

meu veneno beberás, enquanto,

pra te salvar tarde será, perdoa.


publicado por brizissima às 21:37

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DOURO

A terra é rasgada pelas mãos calosas
de homens e mulheres em faina de cor

o vinhedo brota e, vozes orgulhosas,

 vão cantando a lida em debruns de amor.

 

 A visão é bela, arquitectura pura,

 nuances que nem Baco sonharia

salpicadas aqui e ali pela verdura

 santuário de oração, choro e alegria.

 

 E o rio é uma serpente prateada

 humedecendo recônditos pedaços

vai em dança suave, ondulada,

 espargindo odores, néctares de abraços

 

. Em cachos coloridos estão as uvas

perfiladas no solo em soberbo alinho

 grávidas de sol, de brisa, de chuvas,

clamando colheitas, vindimas, o vinho.

 

 Oh, Douro, de correntes, remoinhos!

 Douro azul, verde, cor estonteante!

 Tens garças e outros pássaros em ninhos

e o Barco Rabelo como fiel amante!


publicado por brizissima às 10:44

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Domingo, 9 de Setembro de 2007

GAZETILHA - O "soufflé" e o empadão

 

 

Já lá dizia Marcelo

em conversa semanal

colocando em paralelo

dois homens em Portugal.

Sócrates era o sufflé

Mendes era o empadão

Mas de peixe é que não é

e de carne também não.

Afinal o que nos resta

para engolir em política

se esta "massa" não presta

então o que é que nos fica?

Iremos morrer à fome

por falta de competência

tanta gente que tem fome

e aumenta a "flatulência"

Ficamos todos à espera

do "cozido à portuguesa"

entretanto, quem nos dera,

ter algo em cima da mesa!!!!

 


publicado por brizissima às 21:43

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