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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

GAZETILHA

Povo triste, meus amigos,

o tempo não ajuda, não,

férias de todos os perigos

e a pergunta:CADÊ O VERÃO?

Fogos, chuvas, ventania,

entristecem qualquer um

e o Governo em cada dia

que só faz PUM-CATRAPUM.

As taxas sobem demais

salários sobem de menos

e é a altura em que os pais

gastam tudo com os pequenos.

As aulas vão começar

e de novo é preciso

o cinto mais apertar

com amarelo sorriso.

Compre no EL CORTE INGLÊS

o material escolar

mas não pague duma vez

vá pagando devagar.

Espanhóis não têm pressa

pois, mais dia menos dia,

será cumprida a promessa

de Portugal ser fatia.

Fatia iberiana

que, aliás, até já é

e em música castelhana

iremos BERRAR: OOOOOOLLLÉ.

                                                                                       http://brizissima.blogs.sapo.pt


publicado por brizissima às 10:38

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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

AH, NADA FAZER!

Soneto sugestionado pelo  título de um livro cujo autor me é desconhecido:

 

 

Na vida pairar de manso, mansinho,

perdida nas nuvens em céu anilado

sonhar-me em poema, a flor do linho,

solta na crina dum cavalo alado.

 

Prender o arco-iris com os dedos

no feitiço de matizes me abraçar

cantar à lua todos meus segredos

na paixão dos delírios me afundar.

 

Em sorrisos de mel tragar o instante

mastigar minhas emoções de amante

ser o feto feliz em útero de mãe

 

Gozar momentos de paz infinita

ser apenas a flor que a brisa agita

ah, nada fazer, mas fazê-lo bem!

 

 

http://brizissima.blogs.sapo.pt


publicado por brizissima às 17:43

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MARIA , dedicado a todas

Lá vai a Maria ao vento

lá vai Maria, lá vai

leva nela amor e alento

e aquele fervor sedento

da fé que nunca lhe sai.

 

Lá vai a Maria ao frio

lá vai Maria, lá vai

a emoção é um rio

que lhe vai correndo a fio

sem ela dizer um ai.

 

Lá vai a Maria à luta

lá vai Maria, lá vai

a rotina é uma labuta

e, se alguma paz desfruta,

é em sorrisos que sai.

 

Lá vai a Maria ao medo

lá vai Maria, lá vai

guarda consigo o segredo

de Mãe-Coragem com credo

numa ternura que a trai.

 

Lá vai a Maria ao fado

lá vai Maria, lá vai

os instantes da corrida

leva-os ela de vencida

e a força nunca lhe esvai.

 

Lá vai Maria ao destino

lá vai Maria, lá vai

a vida é um desatino

mas no milagre uterino

existe dor que a atrai.

 

Lá vai Maria à glória

lá vai Maria, lá vai

escreve MULHER na história

no triunfo da memória

em AMOR que não se esvai

 

Lá vai Maria

lá vai, lá vai....


publicado por brizissima às 17:32

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ILHAS DE BRUMA

 

Meu colo de veludo enfeitei

com pérolas de cinza refulgente

pelas esquinas do vento então voei

debruada de azul, rumo ao poente.

 

Um vulcão de saudades na bagagem

lavas afogueadas de carinho

os meus lábios sedentos em viagem

sopravam brumas densas do caminho.

 

As minhas mãos, de húmus sequiosas,

enterravam-se buscando raízes

recreando memórias preciosas

meus pedaços de amor, horas felizes.

 

Pássaro ardente, corpo panteísta,

mergulhei na canção da natureza

assim fiquei mulher, poeta, artista,

trindade de harmonia e de beleza.

 

 

Dedico este poema a todos os açoreanos e a todos os amantes daquelas ilhas.

 

http://brizissima.blogs.sapo.pt


publicado por brizissima às 17:22

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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007

O SONO DA NOITE

 

 

A noite aninha a cabeça

no regaço da lareira

já lhe vai chegando o sono

quer dormir à sua beira.

Fazem-lhe as brasas o leito

com lençol de cinza quente

e já se agasalha a noite

nesta carícia dormente.

Quando chega a madrugada

encontra a noite a dormir

aconchegada nas brasas

que se apagam a sorrir.


publicado por brizissima às 17:33

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POEMINHO

Do livro "NA ESQUINQ DO VENTO"

 

Era uma vez um ceguinho

que tocava todo o dia

o seu harmónio velhinho.

Tocava, feliz, tocava

ora forte ora baixinho

numa música afinada

ia espalhando carinho.

E toda a gente passava

depressa, devagarinho,

continuava ou parava

para escutar o ceguinho.

Havia caixa pequena

feita em papelão branquinho

postada a seus pés, vazia,

perdida ali no caminho.

Passava gente, passava,

e nada dava ao ceguinho

E ele tocava, tocava,

o seu harmónio velhinho.

Na caixa de papelão

não caía um tostãozinho;

e ele tocava, tocava,

cheio de amor e carinho...

 

Um dia porém, calou-se

este harmónio do ceguinho.

Fez-se um enorme silêncio

no meio do burburinho.

Caído jazia o cego

já no fim do seu caminho.

 

Parou então toda a gente

espantada olhando o velhinho

com o seu harmónio mudo

sobre o peito, tão sózinho...

 

E aquela caixa de esmolas

feita em papelão branquinho

encheu-se nessa manhã

de moedas, num estantinho,

num tilintar musical

em Requiem pelo ceguinho.

 

Oh, estranho mundo o nosso!

Insensível e mesquinho

que assim deixou, sem piedade,

morrer o pobre ceguinho.

 

Passa agora gente, passa

por esse mesmo caminho

onde o cego já não toca

o seu harmónio velhinho

 

Mas grita o remorso, à solta,

no meio do burburinho.

Morreu o cego, morreu.

O MUNDO É MAIS POBREZINHO.


publicado por brizissima às 17:14

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AUTO DAS ESPECIARIAS

Mais um pouco de irreverência:

 

"Que mundo tão sem gosto"

queixava-se a dama com desgosto:

"A fazer um petisco eu não me arrisco"

Ouviu, ouviu, paciente o esposo

já de si ansioso de se pôr a milhas

e embarca lesto, para sulcar os mares

e descobrir ilhas.

E eis senão quando

após tempestades, doença, escorbuto,

descortina ao longe continente em bruto.

E, pra surpresa sua, aparece à mesa

especiaria rara: noz moscada, canela, cravo,

tudo servido por escravo.

E descobre mais, riquezas tais,

que nem acredita:

sedas, pérolas, porcelanas,

que servem de prendas

pra esposa e pras manas.

Regressa pois deslumbrado

de cofre bem aviado com tanta riqueza.

A esposa afinal, vai ter mais do que sal,

pró tempero à mesa.

Mas, no exagero foi um desespero

para os intestinos

as especiarias, tão raras, tão caras,

foram desatinos.

Com tanta pimenta

já bem se lamenta o pobre e o rico

e acaba esta história

sem honra nem glória

no penico.

Mas, merda de especiaria

é uma merda especial.

E daí para a frente

tudo foi diferente

em Portugal.

http://brizissima.blogs.sapo.pt


publicado por brizissima às 16:56

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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007

MULHER

Do livro de poesia "PEDAÇOS" mais um poema à mulher:

 

Não foi a mão de Deus, mulher, que te criou

moldando a costela de um qualquer Adão

mito ancestral alguém, incauto, inventou

e tu, mulher, aceitas sem contestação.

Concebida foste em ardor e perícia

por Ente sagrado que muito te ama

te fez delicada , bela e, sem malícia,

foi partilhar contigo a mesma cama.

E a parir a humanidade vais, serena,

tão grande de alma, mulher, e tão pequena

num mundo de gigantes e falcões.

Reside no teu corpo frágil a grandeza

com que te dotou Deus e a natureza

chama e bálsamo de todas as paixões


publicado por brizissima às 15:42

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FADOS & BORDADOS

\Do meu primeiro livro de poesia um poema muito feminino:

 

Sou bordadeira à mão

na era das máquinas de confecção.

Vou, de ponto em ponto, com cuidado,

transformando a minha vida num bordado.-

Bordo sempre a ponto cheio

a quimera em que me enleio,

mas se o sonho é malogrado

bordo-o a ponto cruzado.

Quando a solidão não me seduz

faço um bordado a ponto de cruz.

São bordados a matiz

os mais belos versos que já fiz.

Se me vem a saudade e não me esquivo

bordo-a a ponto de crivo.

Quando a tristeza me assombra

é bordada a ponto de sombra.

Bordo, com amor, os monogramas

a ponto pé de flor.

Mas para bordar uma canção

escolho o ponto de grilhão.

No meu destino existe uma linha

que vou bordando a ponto de espinha.

E com o ponto de areia

vou tecendo a minha teia

dentro do meu bastidor.

Faço da vida um bordado

cheio de cores, matizado

e debruado de amor.


publicado por brizissima às 15:30

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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

O TEJO, AO ENTARDECER...

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

o Tejo de águas paradas, alheadas

barcos que, em ondas de espuma

deixam sulcos ao passar

a Ponte grandiosa, imponente

e o Cristo a abençoar.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

ao entardecer

quando o sol, suavemente,

desfaz o terno abraço às águas

e, já no poente, ainda raiado em fogo,

lhes promete voltar de novo.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

o Tejo de águas mornas, em deleite,

na cumplicidade de um amor aceite.

Seus riscos de espumas lembram lenços brancos

acenando ao seu amor

e o sol no horizonte parece guardar-lhes o rubor.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

tonalidades de azul em calmaria branda,

o imenso do céu nas águas a esopelhar-se

manto sereno onde o meu pensamento

parece alhear-se...

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

e sinto vagamente que o invejo.

Gostava de ser assim amada pelo sol,

beijada pelo luar,

desejada pela imensidão do mar.

Ter a sua profundeza

nela esconder os meus sonhos, a minha tristeza.

Inconsciente do tempo e do espaço

poder abarcar o infinito num abraço.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo

ao entardecer,

na hora das cálidas saudades

em que o dia e a noite, em amena comunhão,

tornam mais amarga e triste

a minha solidão.

Da janela do meu quarto eu vejo o Tejo...

 


publicado por brizissima às 18:01

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