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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

EM LOUVOR À VIDA

Louvo-te Vida, plo prazer que sinto

em respirar-te, meu pulmão amado,

simbiose perfeita, sabor d'absinto

em lábios de amantes, da cor do pecado.

 

Louvo-te Vida, caminhar ligeiro,

pedra filosofal, sublime ambição,

poesia de canto passageiro

moldando o barro da nossa condição.

 

Aos teus prazeres e a ti te louvo, Vida,

carnaval de emoções, caleidoscópio,

 breve a estadia mesmo se cumprida

ardentemente, inalando ópio.

 

Louvo-te Vida, até à saciedade

nos delírios da pedra e do cetim

em inefável grito à liberdade

luta insana  travada por mim.

 

Asa, brasa, lua de sangue, tropel,

louvo-te Vida, estóica, qual Zenão

baloiçando em papagaios de papel

ou ferindo fragas, garras de falcão.

 

Louvo-te Vida, luta incendiada

na mutação faíscante do vaivém

total sinestesia desvendada

na pureza grandiosa que detém.

 

Louvo-te Vida, teu pulsar latente

seios dilatados, seiva uterina

no inebriar de um nascer ardente

em gloriosa sanha feminina.

 

Vou enfeitar-me com veludos, rendas,

pedras preciosas, vestida de amor,

bela esperando para que me prendas

entoando poemas para teu louvor


publicado por brizissima às 23:36

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1 comentário:
De A. João Soares a 22 de Maio de 2008 às 07:08
Cara Brizíssima,
Muitos parabéns por este hino à vida. Uma canção própria da Primavera, do despertar ritual anual da vida em toda a pujança.
Para a vida ser assim tão risonha, é preciso um pouco de aceitação daquilo que temos, mesmo que seja pouco e feio. O que nos está próximo é que nos torna felizes, assim o queiramos. Mas as dificuldades materiais são hoje sentidas pela maioria das pessoas, com carências a que não estavam habituadas, e a ausência de sonhos renovadores, tornando difícil aceitar a vida e louvá-la.
A vida está muito dura para a generalidade das pessoas, excepto para os detentores de «tachos dourados» e de «reformas milionárias», mas é sempre bom que os poetas nos ofereçam palavras de optimismo, de esperança, de sonho.
Obrigado por este seu presente. Continue o seu poetar.
Beijos
João


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