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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

poemas para os Funcionários Públicos

                          UM DIA NA FUNÇÃO PÚBLICA

 

De novo pasmada de tristeza!

horas estéreis, ocas,

à minha espera...

Poder fugir,

quem me dera!

 

Mas não, aqui fico,

hipnotizada,

esvaziando-me de tudo,

enchendo-me de nada...

 

 

                          NOS TRANSPORTES PÚBLICOS

 

 

Corpos unidos,pensamentos alheios,

suores que se fundem

em espaços compactos, cheios.

E um ruído sibilino

a tornar mais macabra

toda esta amálgama de corpos.

A máquina vai correndo

rasgando o caminho,

devorando o tempo...

Uma travagem brusca

e mais corpos que entram

mais suores que se fundem.

Dedos agarrados a um mesmo corrimão

ali umas unhas sujas assinalam uma mão.

Rostos contraídos, gastos pela vida,

vencidos.

Olhares lúbricos

em caras sem rosto,

rugas vincadas

sinais de desgosto.

Ninguém fala

e para quê?

"Eu sou eu, você é você"

E a máquina vai rolando

largando gente

em rebanho sem pastor

multidão apressada,

arrastada,

sem amor.

Uma senha, um número

mostrados ao revisor.

Um dia a dia sem esperança

em máquinas malditas,

num viver que cansa...

 

 

Oh, poder libertar-me!

porém, como fugir desta engrenagem?

Será a vida esta trágica voragem?

 

 

Sai!

junta-te aos demais,

engrossa a multidão nos passeios

e deixa ficar para trás os devaneios...


publicado por brizissima às 21:22

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