.posts recentes

. ...

. A Geringonça

. Presépio ao Vivo 2016

. Sr Contente e Sr Feliz

. ...

. NATAL HOJE

. A ÓPERA DOS MALANDROS

. O BRASEADO

. FOI POR VONTADE DO POVO

. Halloween português

.arquivos

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Março 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Maio 2014

. Janeiro 2013

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Setembro 2011

. Maio 2011

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Agosto 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Maio 2007

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

OUTONO

Chegas amanhã, Outono, e como eu te esperei...

Setembro vai caminhando já com sinais de cansaço, desmaiando aqui e ali em cores que o sol não domina nem protege.

A brisa vai soprando já com prenúncios de mudança. Sopra mais ligeira, mais atrevida. Sem o peso de canículas e chuvas de Verão. Agita uma folhagem perdida no alvoroço do seu destino, sem tréguas e sem esperança, caíndo em solo alheado.

Sinfonia triste de uma balada todos os anos repetida.

Doce aquietar de sonhos vividos em partilha aceite e consumada.

Tempo de vindimas. Os bagos inchados de seiva de ternura e temperados de alegria apetecida. Uma apoteose de néctares e cantigas, risos e danças.

Outono...

O recomeço das aulas.

Batas vestindo risos, moldando emoções. Bandos de criançadas. Pássaros chilreando em algazarra colorida. Alguns saídos de ninhos acolchoados de amor para um primeiro voo, numa aventura que ainda amedronta mas excita.

Reencontro de amigos. Mistura ruidosa de jeans e abraços. Um reviver de momentos passados na partilha de gargalhadas e soluços. O relato de férias férteis em sol e lazer.

Outono...

O cheiro das castanhas assadas. Quentura estaladiça entre mãos que se tisnam de cinza escaldante.

E a brisa fresca empurrando fumos de assadura, perdidos depois em ruído e poeira.

Choram já as folhas pisadas em gemidos, sem eco na indiferença da multidão em faina apressada.

O sol com um brilhar mais cálido e suave, perdendo-se em acenos rubros e silenciosos lá bem nos confins do horizonte...

Como te esperei, Outono, para uma vez mais te celebrar em veleidades de poeta.

E amanhã, só amanhã poderás ler o meu poema.

 

 

 


publicado por brizissima às 11:41

link do post | comentar | favorito
|

2 comentários:
De A. João Soares a 20 de Setembro de 2007 às 19:47
Cara Brizíssima,
Muito bem alinhado este «poema» em prosa. Atrevi-me a transcrever para o blog CVS - Sempre Jovens.
Merece ser lido pelos visitantes deste jovem blog e por muito mais gente!!!
Abraço


De brizissima a 20 de Setembro de 2007 às 22:21

Caro amigo.
Ainda bem que gostou da minha prosa poética, até porque ela foi feita para o CVS - Sempre Jovens - bem como o POEMA DE OUTONO que irá sair amanhã 1º dia desta bela e nostalgica estação e que dedico a todos.
Abraço


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28


.tags

. todas as tags

.favorito

. GAZETILHA

. NEVOEIRO

.Fazer olhinhos

blogs SAPO

.subscrever feeds